Crise na Venezuela ‘apagou’ 18 anos de avanços contra mortalidade infantil, diz estudo

(Reprodução: Globo)

A crise na Venezuela, que tomou proporções inimagináveis neste início de 2019, e vive a instalação de um governo paralelo ao do presidente eleito, Nicolás Maduro. Nesta quarta, 23 de janeiro, milhares de pessoas foram às ruas do país pedir a saída de Maduro. Houve muita violência – a ONG Observatório Venezuelano de Conflitividade Social contabilizou 65 protestos violentos contra o presidente no dia anterior.

Durante a manifestação desta quarta-feira em Caracas, o líder oposicionista Juan Guaidó, deputado de 35 anos que tomou posse no dia 11 de janeiro como presidente da Assembleia Nacional, se declarou presidente interino do país.

Venezuelana pede ajuda para sustentar filhos em Manaus, no Brasil Foto: BRUNO KELLY / REUTERS

Com tudo isso a Venezuela  enfrenta uma situação muito delicada, tendo regredido nas taxas de mortalidade infantil ao mesmo patamar do fim dos anos 1990,  apagando os avanços que haviam sido registrados nos 18 anos anteriores, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira pela revista The Lancet Global Health. A pesquisa estima que, em 2016, o índice era de 21,1 mortes para cada mil nascidos vivos, num aumento de 25% em relação a 2008. No Brasil, a taxa em 2017 foi de 12,8 mortes a cada mil nascidos vivos. A crise agravaram problemas na saúde, e pobreza e já foi relatado casos de animais em zoologicos sendo assassinados para alimentarem a população que já chega ao extremo e que parece não chegar ao fim.

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